
Se você chegou até aqui, provavelmente tem dúvidas ou preocupações sobre convulsão, epilepsia, crise convulsiva ou conhece alguém que passou por isso.
É comum ouvir esses termos, mas nem sempre fica claro se são a mesma coisa, quais são as causas e se quem teve uma crise precisa usar remédio para sempre.
Neste artigo, você vai entender de forma simples:
- E quando procurar um neurologista
- O que é convulsão
- Diferença entre convulsão e epilepsia
- Sintomas e causas
- Se toda crise convulsiva é epilepsia
- Quando é necessário usar medicação
- Se quem tem epilepsia pode dirigir
- O que é CNEP
Que médico trata convulsão e epilepsia?

A Dra. Viviane M. Felici é médica neurologista (CRM 15273), especialista no diagnóstico e tratamento de convulsões, epilepsia e crises neurológicas.
Atende em seu consultório particular em Presidente Prudente, oferecendo um cuidado próximo, ético e individualizado.
Formada em Medicina pela UNOESTE, foi a segunda melhor aluna da sua turma, com especialização em Neurologia no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE-SP), um dos centros de referência na formação de neurologistas.
Seu foco é oferecer um atendimento acolhedor, com escuta atenta e acompanhamento cuidadoso, ajudando pacientes e famílias a entenderem a doença, se sentirem seguros e melhorarem sua qualidade de vida.
Se você ou alguém da sua família teve uma crise convulsiva, tem epilepsia ou está em busca de avaliação neurológica, estou aqui para ajudar. Vamos conversar?
Veja as avaliações dos pacientes sobre o atendimento da Dra Viviane M. Felici:





Índice
- Que médico trata convulsão e epilepsia?
- Veja as avaliações dos pacientes sobre o atendimento da Dra Viviane M. Felici:
- O que é convulsão?
- Convulsão e epilepsia são a mesma coisa?
- Quais são os tipos de crise convulsiva?
- O que causa convulsão?
- O que fazer durante uma convulsão?
- Como é feito o diagnóstico?
- Convulsão pode começar na velhice?
- Convulsão em crianças: é sempre epilepsia?
- Convulsão causada por remédios e drogas: isso pode acontecer?
- Existe tratamento para epilepsia?
- Quem tem epilepsia pode dirigir?
- CNEP — Crise Não-Epiléptica Psicogênica: parece convulsão, mas não é epilepsia
- Quando procurar um neurologista?
- Leia também:
- Dra. Viviane M. Felici
O que é convulsão?

Uma forma simples de entender é imaginar um curto-circuito no cérebro.
Se na sua casa acontecesse um curto-circuito, a energia poderia cair apenas em um cômodo (uma parte da casa) ou derrubar a energia da casa inteira.
Com o cérebro é parecido. Na convulsão, há uma descarga elétrica anormal em uma região do cérebro ou no cérebro todo, que gera sintomas como:
- Perda de consciência
- Tremores rítmicos dos braços, pernas ou do corpo todo
- Rigidez muscular
- Salivação excessiva
- Mordedura da língua
- Em alguns casos, perda de urina ou cocô
- Olhar fixo ou desvio dos olhos
Após a crise convulsiva é comum a pessoa ficar confusa, cansada e sonolenta por alguns minuots ou até horas, demorando para voltar ao seu normal.
Convulsão e epilepsia são a mesma coisa?
Não.
- Convulsão é um sintoma, um episódio isolado de alteração elétrica no cérebro.
- Epilepsia é uma doença neurológica, caracterizada por uma predisposição do cérebro a gerar crises convulsivas de forma recorrente, sem que haja uma causa aguda (como febre, infecção ou uso de drogas).
Ou seja, uma pessoa pode ter tido uma única convulsão e não ser considerada epiléptica.

Quais são os tipos de crise convulsiva?
Nem toda crise convulsiva é do jeito que a maioria imagina (com desmaio, tremores e perda de consciência). Existem diferentes tipos, que variam conforme a região do cérebro afetada.
- Crise focal: A descarga elétrica acontece em uma parte específica do cérebro. Pode causar abalos localizados (em um braço, perna ou rosto), alteração na fala, sensação estranha, desconforto no estômago, formigamento, visão distorcida, entre outros.

- Crise generalizada: A descarga elétrica envolve o cérebro todo, geralmente com perda de consciência e movimentos tônicos (rigidez) e clônicos (abalo) do corpo.

- Ausências: Muito comum na infância. A criança “desliga” por alguns segundos, fica olhando fixamente, sem responder.

- Crises não motoras: Alterações súbitas de comportamento, sensação de medo, déjà vu, desconforto físico, sem necessariamente ter tremores.

O que causa convulsão?
As causas podem ser divididas em dois grupos principias que vou explicar abaixo.
1. Causas agudas (crises provocadas):
Uma convulsão isolada pode acontecer em várias situações que afetam momentaneamente o cérebro, como:
- Febre alta (principalmente em crianças — chamada de convulsão febril)
- Infecções no cérebro (meningite, encefalite)
- Traumatismo craniano
- Tumores cerebrais
- Uso de drogas ou álcool
- Abstinência de álcool ou drogas
- Alterações no sódio, glicose, cálcio ou outros eletrólitos
- Privação de sono extrema
- Estresse intenso
Quando há uma crise provocada por alguma dessas causas, geralmente não é considerado epilepsia. Trata-se de uma crise aguda sintomática.

2. Epilepsia (crises não provocadas):
Nem sempre é possível identificar uma causa. Mas, quando identificada, pode estar relacionada a:
- Histórico de traumatismo craniano
- Sequelas de AVC
- Malformações no cérebro
- Doenças genéticas
- Doenças autoimunes
- Tumores cerebrais
- Infecções que deixaram cicatrizes no cérebro (meningite, encefalite, neurocisticercose)
- Alterações no desenvolvimento cerebral desde a infância
Em muitos casos, principalmente quando a epilepsia começa na infância ou adolescência, o cérebro tem uma tendência genética a gerar essas descargas sem uma lesão visível.
O que fazer durante uma convulsão?
Saber agir quando você vê uma pessoa tendo uma convulsão faz toda a diferença. Veja o que fazer e o que NÃO fazer:
✔️ O que fazer:
- Deite a pessoa de lado, para evitar que engasgue com saliva ou vômito
- Proteja a cabeça com algo macio (almofada, casaco, bolsa)
- Afaste objetos que possam machucar
- Observe a duração da crise
- Permaneça ao lado da pessoa até ela se recuperar

❌ O que NÃO fazer:
- Não coloque objetos na boca (não evita mordida e pode causar ferimentos)
- Não segure os braços ou pernas
- Não tente dar água, remédios ou alimentos durante a crise
🚨 Quando chamar o SAMU (192)?
- Se a crise durar mais de 5 minutos
- Se a pessoa não recuperar a consciência após a crise
- Se houver lesão, queda ou dificuldade respiratória
- Se for a primeira crise na vida
Como é feito o diagnóstico?
Durante a consulta, o neurologista vai conversar com você para entender todos os detalhes sobre o que aconteceu.
É muito importante ouvir tanto o relato de quem presenciou a crise quanto da própria pessoa que teve o episódio. O médico irá avaliar as características da crise, como ela começou, quanto tempo durou e como a pessoa ficou depois.
Além disso, o neurologista vai analisar seu histórico de saúde, entender se há outras doenças, se faz uso de algum medicamento e quais exames já foram feitos até o momento, como ressonância magnética, tomografia ou eletroencefalograma (EEG).
Por fim, faz parte da consulta a realização de um exame neurológico completo, que avalia força, reflexos, sensibilidade, coordenação e outros sinais que ajudam a entender melhor o funcionamento do cérebro.
Após uma avaliação completa o neurologista vai indicar se há necessidade de realizar mais exames. Os exames mais comuns que são pedidos para investigação são:
- Eletroencefalograma (EEG): avalia a atividade elétrica do cérebro

- Ressonância magnética do cérebro: busca alterações estruturais

- Exames de sangue: para descartar causas como alterações metabólicas
Convulsão pode começar na velhice?
Sim!
Além da infância, outro pico de início da epilepsia ocorre na terceira idade, especialmente após os 60 anos.
Nas pessoas idosas, as principais causas de convulsões e epilepsia são:
- Tumores cerebrais
- Alterações metabólicas
- Sequelas de traumas ou infecções
Portanto, se um idoso apresenta uma primeira convulsão, é muito importante investigar cuidadosamente.

Convulsão em crianças: é sempre epilepsia?
Não. Em crianças, é muito comum a convulsão febril, que acontece quando a febre sobe rapidamente.
- É mais frequente entre 6 meses e 5 anos
- Na maioria dos casos, não evolui para epilepsia e não deixa sequelas
Mesmo assim, é fundamental ser avaliado por um neurologista pediátrico para investigação e orientações.
Convulsão causada por remédios e drogas: isso pode acontecer?
Sim. Algumas medicações, quando usadas em doses altas, sem orientação ou em pessoas mais sensíveis, podem provocar crises convulsivas.

Entre os medicamentos mais associados a convulsões, estão:
- Antidepressivos e ansiolíticos: principalmente quando há uso em doses muito altas, associação incorreta ou interrupção abrupta (como ocorre na retirada súbita de benzodiazepínicos)
- Analgésicos fortes: os opióides, muito usados para dores fortes, podem abaixar o limite do nosso cérebro para ter convulsão, especialmente em doses elevadas ou em pessoas predispostas
- Alguns antibióticos: como os da classe das quinolonas, que podem provocar convulsões em casos específicos
- Drogas ilícitas e outras substâncias psicoativas, que têm alto potencial de gerar alterações elétricas no cérebro e levar a crises
Além disso, a associação entre medicações, uso sem acompanhamento médico, intoxicações e até falhas no funcionamento dos rins ou do fígado (que fazem o corpo acumular substâncias) também aumentam esse risco.
Por isso, é sempre fundamental usar qualquer medicação sob orientação médica e, se tiver alguma reação estranha (tontura, confusão, alteração de consciência, tremores), procurar atendimento imediatamente.
Existe tratamento para epilepsia?
Sim! A epilepsia tem tratamento.
O objetivo é controlar as crises e permitir que a pessoa tenha uma vida normal.
As principais formas de tratamento são:
- Uso de medicações anticonvulsivantes (de uso contínuo)
- Controle dos fatores que podem favorecer crises (como privação de sono, álcool e estresse)
- Em alguns casos específicos, pode ser indicada cirurgia para epilepsia
- Dietas especiais (como a dieta cetogênica) podem ser indicadas em casos selecionados
- Estimulação cerebral com dispositivos, em situações específicas
Com o tratamento adequado, a maioria das pessoas consegue ficar sem crises e ter qualidade de vida.

Toda pessoa que teve convulsão precisa tomar remédio?
Nem sempre.
Após uma primeira crise convulsiva, o neurologista avalia:
- Exames de imagem: Tomografia ou Ressonância Magnética
- Eletroencefalograma (EEG): Avalia a atividade elétrica do cérebro
Se esses exames forem normais, o risco de uma segunda crise é menor do que 50%. Nesses casos, nem sempre é necessário começar um anticonvulsivante.
Por outro lado, se houver alguma alteração nos exames ou se a causa da crise for algo que predispõe a novas descargas elétricas, o uso do remédio é indicado para prevenir novas crises.
Quem tem epilepsia vai tomar remédio para o resto da vida?
Depende.
- Muitas pessoas ficam anos sem crises e, em alguns casos, o neurologista pode avaliar a possibilidade de retirar o medicamento, com segurança e acompanhamento
- Outras pessoas precisarão manter o uso contínuo, especialmente se as crises forem frequentes ou se houver risco elevado de recorrência
Essa decisão é sempre tomada de forma individualizada, baseada na avaliação clínica, nos exames e no histórico de cada paciente.
Quem tem epilepsia pode dirigir?

Essa é uma dúvida muito comum.
No Brasil, para que uma pessoa com epilepsia possa dirigir, é necessário estar:
- Sem crises há pelo menos 1 ano, com atestado do neurologista
- Sob controle adequado com ou sem uso de medicação
Se a pessoa estiver em investigação, com crises recentes ou com risco de perda de consciência, não pode dirigir, por questão de segurança própria e de terceiros.
Além de dirigir, é importante evitar atividades de risco caso as crises não estejam controladas, como:
- Trabalhar em altura
- Operar máquinas perigosas
- Nadar sozinho
- Praticar esportes de impacto sem orientação médica
CNEP — Crise Não-Epiléptica Psicogênica: parece convulsão, mas não é epilepsia

Nem toda crise que parece uma convulsão é. Existe uma condição chamada Crise Não-Epiléptica Psicogênica (CNEP), que pode se manifestar de forma muito semelhante a uma crise epiléptica, mas tem uma origem diferente.
A CNEP não é causada por descargas elétricas anormais no cérebro, como na epilepsia, mas sim por questões emocionais, traumas, estresse intenso ou transtornos psicológicos.
Durante uma CNEP, a pessoa pode apresentar:
- Queda no chão
- Tremores
- Movimentos involuntários
- Alteração da consciência
- Choro, gritos ou rigidez muscular
Por isso, é muito comum que, no primeiro episódio, a crise seja confundida com uma convulsão epiléptica. A grande diferença é que, na CNEP, os exames como o eletroencefalograma (EEG) e a ressonância do cérebro costumam ser normais.
O diagnóstico é feito pelo neurologista, muitas vezes com auxílio de um EEG de longa duração ou EEG com vídeo-monitorização, que permite gravar a atividade cerebral no momento da crise e confirmar se há, ou não, atividade elétrica anormal.
É importante destacar:
CNEP não é “frescura”, nem simulação. Trata-se de um problema real, que precisa ser reconhecido e tratado de forma adequada.
O tratamento não é feito com anticonvulsivantes, mas sim com acompanhamento psicológico e, em alguns casos, com psiquiatra. A boa notícia é que, com o tratamento correto, a maioria das pessoas consegue reduzir ou até eliminar completamente as crises.
Quando procurar um neurologista?
Se você ou alguém próximo apresentou:
- Uma primeira crise convulsiva
- Está tendo episódios de desmaio, tremores, apagões ou confusão mental
- Tem diagnóstico de epilepsia e deseja rever o tratamento
- Quer saber se é possível parar de usar o medicamento
O neurologista é o especialista que avalia, diagnostica e orienta o melhor caminho.
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Dra. Viviane M. Felici
Neurologista • CRM 15273
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