Quando ouvimos que alguém teve um derrame, a reação natural é sentir medo e confusão. Você sabia que “derrame” é o nome popular para o que chamamos de AVC (Acidente Vascular Cerebral)?
É uma situação grave e precisa de ajuda médica rápida.
Entender o que é o AVC pode salvar vidas.
Neste artigo, vou te explicar tudo de forma simples:
Você vai entender o que é o derrame, quais são os tipos mais comuns e como identificar os sinais de alerta.
Também vou falar sobre as causas, fatores de risco e o que fazer diante de uma suspeita de AVC.
Meu objetivo é te ajudar a reconhecer os sintomas, saber quando procurar ajuda e cuidar da sua saúde com mais segurança e tranquilidade.

Que médico trata AVC?

A Dra. Viviane M. Felici é médica neurologista especializada em AVC e doenças cerebrovasculares. Atende em Presidente Prudente, em seu consultório particular. Oferece um atendimento humanizado, com foco em escuta ativa e cuidado individualizado.
Formou-se em Medicina pela UNOESTE, como uma das melhores alunas da sua turma. Fez especialização em Neurologia no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE-SP), referência nacional na formação de neurologistas.
A Dra. Viviane acompanha pacientes que já tiveram derrame e quem busca prevenção do AVC. Se você tem hipertensão, diabetes ou outros fatores de risco, o acompanhamento neurológico é fundamental.
O AVC pode gerar dúvidas e medo. Por isso, a Dra. Viviane está aqui para ajudar você desde o primeiro momento! Com orientações claras, suporte na reabilitação e um acompanhamento cuidadoso para sua recuperação e qualidade de vida.
Agende sua consulta e cuide da sua saúde com quem entende de AVC.
Veja as avaliações dos pacientes sobre o atendimento da Dra Viviane M. Felici:





Índice
- Que médico trata AVC?
- Veja as avaliações dos pacientes sobre o atendimento da Dra Viviane M. Felici:
- O que é o derrame (AVC)?
- O que é AIT (Acidente Isquêmico Transitório)?
- O que a pessoa pode sentir quando está tendo um derrame?
- O que fazer em caso de suspeita de AVC
- O que causa um AVC?
- AVC só acontece em idosos?
- Existe tratamento para o AVC?
- Quais são as sequelas do AVC?
- A reabilitação após o AVC
- AVC tem cura?
- Como prevenir um derrame?
- Já tive AVC: Como Faço pra Evitar um Novo?
- Quando procurar um neurologista?
- Outras dúvidas comuns sobre AVC
- Conclusão
- Leia também:
- Dra. Viviane M. Felici
O que é o derrame (AVC)?

O derrame, ou AVC (Acidente Vascular Cerebral), acontece quando o sangue para de circular adequadamente em uma parte do cérebro. Isso pode acontecer de duas formas:
- Quando o sangue fica impedido de chegar ao cérebro (AVC isquêmico)
- Ou quando um vaso se rompe e ocorre sangramento no cérebro (AVC hemorrágico)
Ambos os tipos são graves e podem causar sequelas. O atendimento rápido é essencial.
Diferença entre AVC isquêmico e AVC hemorrágico

| Tipo de AVC | O que acontece | Causa principal |
| AVC isquêmico | Interrupção do fluxo de sangue por entupimento de uma artéria | Obstrução por coágulo ou placa de gordura |
| AVC hemorrágico | Vazamento de sangue dentro do cérebro devido ao rompimento de vaso | Pressão alta descontrolada, aneurisma |
O que é AIT (Acidente Isquêmico Transitório)?

O AIT (mini-AVC ou princípio de AVC) é um episódio breve de falta de sangue no cérebro. Ele causa sintomas parecidos com o AVC, mas dura pouco tempo — geralmente minutos a horas.
No AIT, o fluxo de sangue volta ao normal rapidamente, e os sintomas desaparecem.
Mesmo assim, o AIT é um alerta importante. Quem teve um princípio de AVC tem maior risco de ter um AVC completo depois. Por isso, o atendimento rápido é fundamental.
Se você apresentar sinais como:
- Fraqueza em um lado do corpo
- Dificuldade para falar
- Alteração na visão
Procure um neurologista imediatamente. O neurologista vai investigar e orientar o tratamento para prevenir o AVC. O acompanhamento pode incluir mudanças no estilo de vida, medicações e controle dos fatores de risco.
Não ignore o AIT! Ele é uma chance de evitar um AVC.
O que a pessoa pode sentir quando está tendo um derrame?
Reconhecer os sintomas de um AVC pode salvar vidas. Os sinais mais comuns são:
- Fraqueza ou paralisia em um lado do corpo (braço, perna ou rosto)
- Dificuldade para falar ou entender o que os outros dizem
- Alteração na visão (visão dupla ou perda de visão)
- Dor de cabeça muito forte e repentina, especialmente no AVC hemorrágico
- Confusão mental ou perda de consciência
Dica importante: Se suspeitar de AVC, procure imediatamente o pronto-socorro. Quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de recuperação.
Suspeita de Derrame? Aprenda um Teste Simples que Pode Salvar Vidas!

Se você ou alguém próximo apresentar sinais de derrame, existe um teste fácil e rápido que pode ajudar a identificar o problema.
Use o mnemônico SAMU para reconhecer os sinais do AVC:
- S — Sorria: Peça para a pessoa sorrir. O rosto ficou torto ou assimétrico?
- A — Abrace: Peça para levantar os dois braços. Um deles não levanta ou cai?
- M — Mensagem: Peça para repetir uma frase simples. A fala está enrolada, estranha ou confusa?
- U — Urgente: Se a resposta for sim para qualquer um dos itens acima, ligue imediatamente para o SAMU (192).
Lembre-se: O tempo é cérebro! Quanto mais rápido chegar ao hospital, maiores são as chances de salvar a vida e reduzir as sequelas.
Minha boca ficou torta: é AVC?
Quando a boca entorta de repente, a primeira preocupação de muita gente é se isso pode ser um AVC. E, de fato, a boca torta pode ser um sinal de derrame cerebral.
Mas nem sempre! Existe uma condição chamada Paralisia de Bell, que é uma paralisia facial periférica, causada geralmente por uma inflamação do nervo facial.
Ela provoca a fraqueza ou paralisia de um lado do rosto, fazendo com que a boca fique torta, o olho não feche direito e a testa não enrugue do lado afetado.

A grande dúvida é: como saber se é AVC ou Paralisia de Bell?
De forma geral, no AVC, a boca torta costuma vir acompanhada de outros sinais:
- Fraqueza no braço ou na perna do mesmo lado do rosto afetado
- Dificuldade para falar ou entender
- Alteração na visão
Já na Paralisia de Bell, normalmente o problema fica restrito ao rosto, sem afetar braços, pernas, fala ou equilíbrio.
Atenção: Na prática, é impossível ter certeza sozinho! Por isso, se sua boca entortou de repente, vá imediatamente para o pronto-socorro. O médico vai avaliar se é um AVC, AIT ou uma paralisia de Bell.
O atendimento rápido é essencial, porque se for um AVC, cada minuto faz diferença na recuperação. E mesmo na paralisia de Bell, quanto antes iniciar o tratamento, melhores são os resultados.
O que fazer em caso de suspeita de AVC

Se você ou alguém próximo apresentar sinais de AVC, não espere para ver se melhora.
Siga esses passos imediatamente:
- Mantenha a calma, mas aja com rapidez
- Ligue para o SAMU (192) ou leve a pessoa ao hospital mais próximo com emergência neurológica
- Não ofereça alimentos, água ou medicamentos até ser avaliado
- Observe o horário dos primeiros sintomas — isso é essencial para decidir o tratamento
- Se possível, leve documentos e exames prévios da pessoa para ajudar no atendimento
Tempo é cérebro: quanto mais rápido o atendimento, maior a chance de recuperação e menor o risco de sequelas.
O que causa um AVC?
As causas variam de acordo com o tipo de AVC, mas existem fatores de risco que são comuns em todos eles:
- Hipertensão arterial (pressão alta)
- Diabetes
- Colesterol alto
- Tabagismo (fumar)
- Consumo excessivo de álcool
- Sedentarismo
- Obesidade
- Doenças do coração (como fibrilação atrial)
- Histórico familiar de AVC

Além disso, temos alguns fatores específicos que também podem aumentar o risco de AVC:
- Uso de anticoncepcionais, chip da beleza ou reposição hormonal sem acompanhamento médico
- Uso de testosterona de forma indiscriminada
- Doenças autoimunes
- Problemas de coagulação do sangue
- Uso de drogas ilícitas
Controlar essas condições é fundamental para prevenir um derrame.
AVC só acontece em idosos?
Não. Embora o AVC seja mais comum em pessoas acima dos 60 anos, ele também pode ocorrer em adultos jovens e até em crianças. Em pessoas mais novas, as causas costumam estar relacionadas a:
- Doenças cardíacas (como arritmias ou Forame Oval Patente)
- Doenças genéticas ou autoimunes
- Problemas de coagulação
- Uso de drogas
- Uso de anticoncepcionais, chip da beleza ou testosterona sem acompanhamento médico
- Dissecção arterial
Por isso, qualquer pessoa que apresente sintomas de AVC deve procurar atendimento médico imediato, independentemente da idade.
Dissecção arterial: uma causa importante de AVC em jovens

Quando falamos de AVC em jovens, um dos principais motivos é a dissecção arterial.
Ela acontece quando surge um rasgo na parede de uma artéria que leva sangue ao cérebro. Isso permite que o sangue penetre entre as camadas do vaso, formando um hematoma. Esse acúmulo pode obstruir o fluxo de sangue ou gerar um coágulo, causando um AVC isquêmico.
O que pode causar uma dissecção arterial?
- Movimentos bruscos no pescoço, como alongamentos, quiropraxia, estalar ou virar o pescoço rápido
- Traumas como quedas, batidas ou acidentes
- Esforços físicos intensos, tosse forte ou espirros vigorosos (em casos mais raros)
- Predisposição genética, quando a parede do vaso é mais frágil
Sintomas mais comuns:
- Dor forte no pescoço ou na cabeça, geralmente de um lado só
- Boca torta, fraqueza, formigamento, dificuldade para falar ou enxergar
- Em alguns casos, pode haver zumbido no ouvido, queda da pálpebra ou alterações na pupila
Se tiver esses sinais, vá imediatamente ao pronto-socorro.

Tem tratamento?
Sim. O tratamento costuma ser feito com anticoagulantes ou antiplaquetários, que ajudam a prevenir a formação de coágulos.
Em alguns casos, pode ser indicada uma intervenção endovascular, realizada por cateter, de forma minimamente invasiva.
Com diagnóstico rápido e tratamento certo, a maioria dos pacientes se recupera muito bem.
AVC em jovens e o uso de hormônios

Você sabia que o uso de hormônios pode aumentar o risco de AVC? Isso vale tanto para mulheres quanto para homens.
No caso das mulheres:
- O uso de anticoncepcionais ou chip da beleza pode aumentar o risco de formação de coágulos, especialmente em quem tem predisposição genética ou outros fatores de risco
Em homens:
- O uso indiscriminado de testosterona (sem acompanhamento médico) também pode favorecer alterações na coagulação do sangue
Por isso, é fundamental discutir o uso de hormônios com um médico e realizar exames antes de iniciar qualquer reposição.
Existe tratamento para o AVC?
Sim. O tratamento varia conforme o tipo de AVC e o tempo desde o início dos sintomas.
AVC isquêmico:
- Pode ser tratado com medicamentos que dissolvem coágulos (como o trombolítico)
- Em alguns casos, pode ser feita uma cirurgia ou cateterismo cerebral para retirar o coágulo

AVC hemorrágico:
- Requer controle rigoroso da pressão arterial
- Pode necessitar de cirurgia para conter o sangramento
Quanto mais rápido o tratamento, maiores as chances de recuperar as funções afetadas e menores as sequelas.

Quais são as sequelas do AVC?

As sequelas dependem da região do cérebro afetada e da gravidade do AVC. As mais comuns são:
- Dificuldade para falar ou entender
- Paralisia de um lado do corpo
- Problemas de equilíbrio e coordenação
- Perda de memória ou alterações cognitivas
- Emoções instáveis (mudanças de humor)
A reabilitação com fonoaudiólogo, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional é essencial para a recuperação.
A reabilitação após o AVC

A recuperação de um AVC não termina na alta hospitalar. A fase de reabilitação é tão importante quanto o atendimento inicial.
O que pode ser necessário:
- Fisioterapia para recuperar movimentos e força muscular
- Fonoaudiologia para melhorar a fala e a deglutição
- Terapia ocupacional para adaptar as atividades do dia a dia
- Psicoterapia e apoio emocional para lidar com mudanças cognitivas ou emocionais
Cada caso é único. Um plano de reabilitação individualizado, acompanhado por uma equipe multidisciplinar, é o que traz os melhores resultados.
AVC tem cura?
O AVC não tem uma “cura” no sentido clássico, mas muitas pessoas se recuperam totalmente ou em grande parte, especialmente se o atendimento for rápido.
Quanto mais precoce o tratamento e mais intensa a reabilitação, maiores são as chances de recuperação.
Como prevenir um derrame?

A boa notícia é que a maioria dos AVCs pode ser evitada com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico regular.
Dicas para prevenção:
- Meça a pressão regularmente e controle a pressão alta
- Controle o diabetes e o colesterol
- Pare de fumar
- Pratique atividades físicas com regularidade
- Mantenha uma alimentação saudável e balanceada
- Evite o consumo excessivo de álcool
- Visite um neurologista para avaliação de risco e orientação individualizada
Já tive AVC: Como Faço pra Evitar um Novo?
Após sofrer um derrame (AVC), os cuidados não terminam no hospital. Pelo contrário, começa uma etapa muito importante chamada de prevenção secundária, que tem como objetivo evitar que você tenha outro AVC no futuro.
Infelizmente, quem já teve um AVC tem um risco maior de sofrer um novo episódio. Por isso, o acompanhamento com um neurologista é fundamental para avaliar as causas do AVC, controlar os fatores de risco e indicar os tratamentos necessários.
O que faz parte da prevenção secundária?

Uso de medicações específicas:
- Antiplaquetários, para evitar formação de novos coágulos (em casos de AVC isquêmico)
- Anticoagulantes, quando o AVC foi causado por problemas no coração, como fibrilação atrial
- Controladores de pressão arterial, colesterol e diabetes, fundamentais para proteger os vasos sanguíneos
Tratamento de causas específicas:
- Se o AVC foi causado por entupimento das artérias carótidas, pode ser indicado um procedimento chamado endarterectomia ou angioplastia com stent.
Mudanças no estilo de vida:
- Parar de fumar, praticar atividades físicas regularmente, controlar o peso, ter uma alimentação saudável e reduzir o consumo de álcool.

Acompanhamento regular com neurologista:
- Avaliações periódicas para ajustar os tratamentos, controlar os fatores de risco e monitorar sua saúde neurológica.
Importante: O tratamento de prevenção secundária é individualizado. O neurologista avalia cada caso para definir quais exames, remédios e orientações são necessários.
Por que é tão importante fazer o acompanhamento após um AVC?
- Para evitar um novo derrame
- Para monitorar possíveis sequelas e orientar a reabilitação
- Para garantir controle rigoroso da pressão, colesterol, diabetes e outras condições que aumentam o risco
- Para avaliar a necessidade de exames complementares e ajustes nas medicações
Quando procurar um neurologista?

Se você:
- Já teve um AVC ou princípio de AVC (AIT)
- Tem problemas de saúde como hipertensão, diabetes ou histórico familiar
- Está com sintomas como formigamento, tontura, esquecimentos ou dificuldade para falar
Procure um neurologista para avaliação completa e orientação personalizada.
Acompanhamento com neurologista após o AVC
Mesmo após a alta e a reabilitação, o paciente precisa de acompanhamento regular com neurologista. Isso serve para:
- Investigar a causa do AVC (quando ainda não estiver clara)
- Evitar novos episódios, ajustando os fatores de risco
- Controlar sintomas persistentes ou sequelas neurológicas
- Orientar sobre atividades, medicações e estilo de vida

Com que frequência devo ir ao neurologista após um AVC?
- Nos primeiros 3 meses: consultas mais frequentes (mensais ou quinzenais)
- Após a estabilização: acompanhamento trimestral ou semestral, conforme a evolução do caso
O neurologista é o profissional mais indicado para garantir a melhor recuperação possível e prevenir novos derrames.
Outras dúvidas comuns sobre AVC

1. AVC e “princípio de AVC” são a mesma coisa?
Não exatamente. O princípio de AVC é um termo popular para o AIT (Acidente Isquêmico Transitório) — uma interrupção temporária da circulação cerebral, cujos sintomas desaparecem em até 24 horas. Mesmo assim, é um sinal de alerta, pois pode preceder um AVC maior.
2. Quem teve um AVC pode voltar ao normal?
Muitas pessoas se recuperam total ou parcialmente, especialmente quando o atendimento é rápido e a reabilitação é bem feita. A recuperação depende do local e da extensão da lesão, da idade e das doenças associadas.
3. Derrame dá dor?
Nem sempre. Alguns AVCs ocorrem de forma silenciosa. Outros podem causar dor de cabeça muito forte e repentina, principalmente nos casos de AVC hemorrágico.
4. Como saber se já tive um AVC e não percebi?
Alguns derrames são pequenos e podem não causar sintomas evidentes, mas deixam alterações visíveis em exames como a ressonância magnética. Se você tem fatores de risco ou sintomas neurológicos leves, vale a pena conversar com um neurologista.
Conclusão
O derrame cerebral, seja ele AVC isquêmico ou AVC hemorrágico, é uma emergência médica que exige atenção, agilidade e cuidado especializado.
Saber reconhecer os sinais, buscar ajuda rapidamente e fazer um acompanhamento com neurologista pode salvar vidas e evitar sequelas graves.
Se você teve um AVC ou tem histórico familiar, não espere: agende uma avaliação com um neurologista. O cuidado certo no momento certo faz toda a diferença para a sua saúde cerebral.
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Dra. Viviane M. Felici
Neurologista • CRM 15273
Especialista em AVC e doenças cerebrovasculares
Atendimento personalizado em consultório particular em Presidente Prudente/SP