
Sentir dor de cabeça de vez em quando é normal. Mas quando ela aparece com frequência e atrapalha o trabalho, os estudos ou momentos com a família e amigos, é sinal de que algo precisa ser investigado.
Sentir dor o tempo todo cansa, tira a concentração e prejudica o seu dia a dia. Mas você não precisa mais aguentar isso.
Dor de cabeça tem tratamento! Eles ajudam a aliviar a dor, reduzir a frequência das crises e até preveni-las.
Se a dor de cabeça está atrapalhando a sua vida, procure um neurologista. Com o tratamento certo, é possível voltar a viver normalmente.
Quem trata dor de cabeça?

Olá! Sou a Dra. Viviane M. Felici, médica neurologista especialista em dor de cabeça e enxaqueca, com atendimento personalizado em meu consultório particular em Presidente Prudente. Minha abordagem é sempre acolhedora, humana e focada em entender cada paciente de forma individual.
Me formei em Medicina pela UNOESTE, como segunda melhor aluna da turma, e fiz minha especialização em Neurologia no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE-SP) — referência na formação de neurologistas no Brasil.
Tenho como missão ajudar pessoas que sofrem com dores de cabeça frequentes, enxaqueca, além de tremores, esquecimentos e outras condições neurológicas. Se você sofre com dor de cabeça intensa ou enxaqueca e ainda não encontrou alívio, estou aqui para ouvir, avaliar com calma e orientar um tratamento eficaz, sempre com responsabilidade e empatia.
Agende sua consulta com uma neurologista especialista em dor de cabeça e enxaqueca e dê o primeiro passo para melhorar sua qualidade de vida.
O que é enxaqueca?

A enxaqueca é uma dor de cabeça mais intensa, que fica latejando ou pulsando e costuma aparecer só de um lado da cabeça. Além da dor, é comum sentir náusea ou enjoo, sensibilidade à luz e ao barulho e até vomitar.
De forma simples, podemos dizer que a enxaqueca acontece por um desbalanço na forma como o cérebro percebe e sente a dor, fazendo com que a crise seja mais intensa e demore mais para passar do que uma dor de cabeça comum.
Algumas pessoas também apresentam sintomas que surgem antes da dor, chamados de aura. Esses sinais podem incluir:
- Alterações na visão: luzes piscando, pontos brilhantes, visão embaçada

- Formigamento no rosto, lábios ou mãos
- Dificuldade para falar ou lembrar palavras
Além disso, durante a crise, podem surgir outros sintomas como tontura, embaçamento da visão, formigamentos entre outros.
Cada pessoa sente a enxaqueca de um jeito, e os episódios podem variar em frequência e intensidade.
Se você quiser aprender mais sobre os sinais, causas e tipos de dor de cabeça, leia nosso artigo completo sobre enxaqueca e cefaleia:
Dor de cabeça ou enxaqueca? Descubra as causas e quando procurar um Neurologista
O que é cefaleia tensional?

A cefaleia tensional é uma dor de cabeça mais leve, geralmente descrita como aperto ou pressão em toda a cabeça.
Costuma estar ligada a fatores como estresse, má postura ou tensão nos músculos do pescoço e ombros.
Diferente da enxaqueca, a cefaleia tensional não apresenta aura e raramente vem acompanhada de outros sintomas como tontura ou visão embaçada. Algumas pessoas podem sentir náusea, sensibilidade à luz ou ao barulho, mas geralmente apenas um desses sintomas isoladamente, nunca todos juntos como na enxaqueca.
Mesmo sendo mais leve, a cefaleia tensional pode atrapalhar o trabalho, os estudos e a rotina diária, especialmente quando acontece com frequência.
Se quiser entender mais sobre os tipos de dor de cabeça e como diferenciá-los, veja nosso artigo completo sobre enxaqueca e cefaleia:
Dor de cabeça ou enxaqueca? Descubra as causas e quando procurar um Neurologista
Tratamento da Enxaqueca
1. Mudanças no estilo de vida

O tratamento da enxaqueca não se resume apenas a remédios. Muitas vezes, mudanças no estilo de vida já ajudam a diminuir a frequência e a intensidade das crises.
Alguns pontos importantes:
- Sono regulado: dormir e acordar em horários parecidos todos os dias ajuda o cérebro a manter o equilíbrio.
- Alimentação equilibrada: evitar longos períodos sem comer e manter refeições regulares faz diferença
- Evitar gatilhos: cada pessoa pode ter os seus, mas em geral o excesso de cafeína, álcool e o jejum prolongado estão entre os mais comuns
- Atividade física regular: exercícios leves a moderados, feitos de forma frequente, ajudam a prevenir crises e melhoram a qualidade de vida
Esses cuidados simples podem reduzir bastante as crises, mas quando não são suficientes, existem tratamentos específicos que o médico pode indicar.
2. Tratamento das crises (na hora da dor)

Quando a crise de enxaqueca aparece, existem remédios que ajudam a cortar a dor. Eles devem ser tomados no início da crise para funcionarem melhor.
Os principais grupos são:
- Analgésicos comuns: como dipirona, paracetamol
- Anti-inflamatórios: como naproxeno, ibuprofeno
- Triptanos: como sumatriptano, zolmitriptano, naratriptano
Esses medicamentos atuam bloqueando a crise, mas precisam ser usados no momento certo e do jeito certo.
Importante lembrar que tomar remédios por conta própria pode ser perigoso.
O uso repetido ou em quantidades erradas pode até piorar as dores de cabeça ao invés de ajudar. Por isso, é fundamental ter o acompanhamento de um médico, que vai indicar o tratamento mais adequado e seguro para cada pessoa.
3. Tratamento preventivo (para evitar as dores)

O tratamento preventivo é indicado quando as crises de enxaqueca são frequentes, por exemplo, mais de 3-4 vezes por mês, ou quando atrapalham muito a rotina.
Esses medicamentos não servem para cortar a dor na hora da crise, mas sim para evitar que ela apareça ou diminuir sua intensidade.
Esse tipo de tratamento é feito com o uso de medicações diárias, como:
- Antidepressivos e ansiolíticos
- Venlafaxina ou Desvenlafaxina
- Amitriptilina ou Nortriptilina
- Duloxetina
- Anticonvulsivantes
- Topiramato
- Pregabalina
- Ácido valpróico
- Gabapentina
- Betabloqueadores (usados para pressão alta e arritmia)
- Propranolol
- Bloqueadores de canais de cálcio (remédio para labirintite)
- Flunarizina
Nos últimos anos, também surgiram opções de tratamento injetáveis, como:
- Anticorpos monoclonais contra o CGRP
- Fremanezumabe e Galcanezumabe
- Esses medicamentos são mais modernos e têm mostrado bons resultados em pessoas que não melhoraram com os tratamentos tradicionais

- Toxina botulínica
- Indicada principalmente para enxaqueca crônica – mais de 15 dias por mês de dor de cabeça
- Não é o mesmo procedimento usado para estética: os pontos de aplicação são diferentes e realizados pelo neurologista, de forma segura, para prevenir a ativação de nervos que provocam a dor.
- Geralmente são necessárias 3 aplicações, com intervalo de 3 a 4 meses, para alcançar a melhor resposta ao tratamento
Cada medicação tem suas indicações, contraindicações e possíveis efeitos colaterais. Por isso, a decisão sobre qual usar deve ser feita com acompanhamento médico, garantindo a escolha mais segura e eficaz para cada pessoa.
4. Tratamentos complementares
Além dos medicamentos, existem outros tipos de tratamentos que podem ajudar a reduzir as crises e melhorar a qualidade de vida:
- Suplementos: alguns nutrientes podem colaborar no controle das crises, como magnésio, riboflavina (vitamina B2) e coenzima Q10. A dose e a necessidade devem ser avaliadas pelo médico

- Fisioterapia, RPG e acupuntura: podem ajudar a reduzir tensão muscular, melhorar postura e aliviar gatilhos que provocam dor

- Técnicas de relaxamento: meditação, alongamentos e yoga ajudam a diminuir estresse e tensão muscular, que são gatilhos para as crises de enxaqueca

Cada pessoa é diferente, e a enxaqueca precisa de um tratamento completo.
Unir remédio, mudanças no estilo de vida, fisioterapia ou acupuntura e técnicas de relaxamento, com acompanhamento de um neurologista, traz mais controle das crises e melhora a qualidade de vida.
Tratamento da Cefaleia Tensional
1. Mudança de hábitos
Esse tipo de dor de cabeça geralmente aparece quando há acúmulo de tensão nos músculos, má postura ou estresse. Pequenas mudanças no dia a dia podem reduzir bastante a frequência e a intensidade das crises. Vou dar uns exemplos:
- Alongamentos e pausas no trabalho: parar alguns minutos para se alongar ajuda a aliviar a rigidez no pescoço e nos ombros

- Postura correta: ajustar a posição ao sentar no sofá ou cadeira, ao usar o computador ou celular

- Controle do estresse: aprender a relaxar é fundamental. Práticas como respiração profunda, meditação, yoga e a atividade física regular ajudam a diminuir a tensão acumulada e, com isso, prevenir novas crises
Quando essas táticas não são suficientes, podemos tentar incluir medicamentos, fisioterapia ou outras ténicas. O ideal é conversar com o seu médico para entender o que funciona melhor para você.
2. Tratamento das crises
Quando a dor de cabeça tensional aparece, o tratamento geralmente começa com analgésicos simples, como dipirona ou paracetamol.
Em alguns casos, o médico também pode indicar relaxante muscular ou anti-inflamatório, principalmente quando a dor é mais forte.

Mas é importante ter cuidado! O uso frequente desses remédios pode causar o efeito contrário. Existe até um nome para isso: “dor de cabeça por abuso de analgésicos”. Nessa situação, o remédio vai perdendo o efeito e a pessoa precisa de doses maiores ou remédios mais fortes para aliviar a dor.
Por isso, é fundamental procurar um Neurologista. Só assim é possível escolher o remédio certo, na dose certa e no momento certo para você.
3. Tratamento preventivo
Quando a dor de cabeça tensional acontece com frequência e atrapalha a rotina, é hora de pensar em prevenção. O objetivo é diminuir o número e a intensidade das crises.

Medicações usadas no tratamento:
- Antidepressivos
- Amitriptilina
- Nortriptilina
- Venlafaxina
- Duloxetina
- Anticonvulsivantes
- Gabapentina
- Pregabalina
Esses remédios não cortam a dor na hora, mas ajudam a evitar que ela apareça.
Cada pessoa reage de um jeito, por isso é essencial ter acompanhamento médico para escolher a melhor opção, na dose certa e com segurança.
Tratamentos não medicamentosos:
- Fisioterapia analgésica e liberação miofascial: ajudam a aliviar a tensão muscular

- RPG: melhora a postura e reduz gatilhos para a dor

- Acupuntura: ajuda a controlar a dor

- Avaliação do dentista: ranger ou apertar os dentes, conhecido como “bruxismo”, pode ser um gatilho para a dor

Além disso, hábitos simples ajudam muito: sono regular, alongamentos, pausas no trabalho, meditação, yoga e atividade física regular.
Unir medicação, fisioterapia, acupuntura e cuidados diários, sempre com acompanhamento de um neurologista, é o melhor caminho para controlar a dor e melhorar a qualidade de vida.
Quando procurar ajuda médica?
Nem toda dor de cabeça precisa de consulta. Mas é importante ficar atento quando ela começa a atrapalhar sua vida. Procure ajuda se:
- A dor aparece com frequência: quando a dor de cabeça começa a interferir no trabalho, nos estudos ou nos momentos com a família e amigos
- As crises ficam mais fortes ou mudam de padrão: se a intensidade aumentou, mudou de um lado para o outro, mudou o jeito ou dura mais tempo

- O remédio não funciona: tomar remédio quase todo dia e não sentir melhora é um sinal de alerta. O uso frequente pode até piorar a dor
- Outros sintomas aparecem: tontura, alteração da visão, vômitos ou formigamento
Se você sente alguma das coisas acima, precisa de um neurologista agora! O neurologista vai descobrir a causa, o tipo de dor, os gatilhos e indicar o tratamento certo.
Marque sua consulta e recupere sua qualidade de vida.
Conclusão
A boa notícia é que existem tratamentos eficazes para enxaqueca e cefaleia tensional. Com a orientação certa, é possível diminuir a dor, o número de crises e melhorar a qualidade de vida.
Cada pessoa sente a dor de um jeito e responde de forma diferente aos tratamentos. Por isso, a personalização é fundamental: o neurologista avalia seus sintomas, histórico e necessidades para indicar a melhor combinação de medicamento, mudanças de hábitos e outras terapias.
Você não precisa conviver com a dor de cabeça. Agende sua consulta e comece a cuidar da sua saúde hoje mesmo.
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